Confronto entre a PM e professores em greve deixou mais de 200 feridos
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PAULO LISBOA / BRAZIL PHOTO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
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O governo do Estado do Paraná divulgou nesta quinta-feira que o
comandante-geral da Polícia Militar, coronel Cesar Kogut, pediu
exoneração do cargo ao governador Beto Richa (PSDB). Ele alegou
"dificuldades administrativas" com a Secretaria de Segurança Pública e
teve seu pedido aceito. O coronel Carlos Alberto Bührer Moreira assume
interinamente o comando da coroporação.
O coronel Kogut se envolveu em uma polêmica com o secretário de
Segurança, Fernando Francischini, depois da manifestação de professores
em greve que terminou em confronto com a PM. O secretário criticou a
postura da polícia do Paraná no protesto e disse, em entrevista coletiva
à imprensa, que "apenas cuidava da gestão da pasta e que a
responsabilidade das operações de campo era da Polícia Militar".
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As declarações irritaram o comando da PM do Paraná e motivaram uma
carta, enviada ao governador do Estado. Um trecho do documento dizia que
o secretário "foi alertado inúmeras vezes sobre os possíveis
desdobramentos durante a ação e que mesmo sendo utilizadas as técnicas
reconhecidas como as indicadas para a situação, pessoas poderiam sofrer
ferimentos, como realmente ocorreu, tendo sido vítimas manifestantes e
policiais militares empregados na operação".
Além disso, o comando da PM do Paraná fez questão de ressaltar que
houve abertura de Inquérito Policial Militar para "apurar os possíveis
excessos" cometidos por policiais.
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