| Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula |
O ex-presidente Lula participou nesta sexta-feira (1) do ato
unificado do Dia do Trabalhador convocado por centrais sindicais e
movimentos sociais no centro de São Paulo. O ato, organizado pelas
centrais CUT, CTB, Intersindical e movimentos sociais de diversas áreas,
como o direito à moradia, o direito à terra e a democratização da
comunicação serviu para o lançamento de uma frente unificada de
movimentos de esquerda para enfrentar a ofensiva conservadora no
Congresso Nacional. "Vamos reunir os movimentos de mulheres, negros,
pela educação, pela causa LGBT, diversos movimentos sociais, e montar
uma frente unificada em defesa do Brasil, contra a direita conservadora.
Diremos não à intolerância no Brasil, e não deixaremos que mexam nos
nossos direitos. Como disse o ex-presidente Lula, que não ousem mexer
nos direitos da classe trabalhadora", afirmou Vagner Freitas, presidente
da CUT, antes da fala de Lula.
Em seu discurso, Lula criticou insinuações contra o seu nome. "Vejo
nas revistas brasileiras, que são um lixo, as insinuações. Eles querem
pegar o Lula, mas me chama para a briga que eu gosto", afirmou, para as
milhares de pessoas presentes ao ato, no Vale do Anhangabaú. "Quero
dizer aqui, na frente das crianças: pega 10 jornalistas da Veja, da
Época, e enfia um dentro do outro que não dá nem 10% da minha
honestidade", completou.
Em defesa do governo federal, Lula disse que irá voltar a viajar pelo
Brasil para conversar com os brasileiros. "Aos meus detratores: eu vou
andar este país outra vez, e vou conversar com os desempregados, os
camponeses, os empresários. Vou começar a desafiar aqueles que não se
conformaram com o resultado da democracia", afirmou.
As centrais e movimentos presentes aprovaram a realização de um dia
de lutas em 29 de maio para manifestar seu repúdio ao projeto de lei
4330, que permite a terceirização de todos os postos de trabalho no
Brasil. Será articulada ainda uma marcha a Brasília para o dia em que o
Senado abrir a votação sobre o projeto.
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