domingo, 13 de março de 2016

Partidos e movimentos vão às ruas contra Dilma neste domingo


Políticos como José Serra, Marco Feliciano e Jair Bolsonaro se juntam oficialmente a movimentos que defendem a derrubada do governo petista

Dilma Rousseff
Dilma Rousseff é o alvo das manifestações, que podem agravar ainda mais a situação de seu governo      
A presidente Dilma Rousseff e o PT enfrentam neste domingo 13 mais uma série de protestos que têm como objetivo removê-la do Palácio do Planalto e encerrar seu governo antes do fim do mandato. Pela primeira vez, políticos e partidos prometem ir às ruas ao lado de movimentos sociais que passaram meses afirmando comandar uma ação apartidária.
O ato deste domingo será o quinto contra Dilma Rousseff, o primeiro de 2016. A maior das manifestações do ano passado ocorreu em 15 de março, quando 210 mil pessoas ocuparam a Avenida Paulista, em São Paulo, em um dia no qual a Polícia Militar estadual estimou a participação em 1 milhão de pessoas. Naquela data, os protestos por outras cidades brasileiras foram também maiores que os registrados posteriormente.
Os grupos antipetistas e anti-Dilma e ditos anticorrupção se reuniram também em 12 de abril (100 mil pessoas na Paulista, de acordo com o Datafolha), 16 de agosto (135 mil pessoas) e 13 de dezembro (40,3 mil).
Desta vez, em meio ao momento mais crítico da crise política que abate o governo, os partidos decidiram ampliar sua participação nos atos. O Solidariedade, sigla comandada pelo deputado Paulinho da Força (SP), terá um dos dez carros de som que ocuparão a Avenida Paulista neste domingo 13. O carro estará ao lado de outros como os do Vem Pra Rua, do Movimento Brasil Livre e do Revoltados Online.
Havia uma preocupação de que manifestações pró-PT e pró-governo ocorressem também neste domingo 13, em São Paulo, mas os organizadores desistiram diante do temor de violência. Na sexta-feira 4, houve confronto em frente à residência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, logo após ele retornar do depoimento que foi obrigado a prestar à Polícia Federal no âmbito da Operação Lava Jato.
O MBL, que em março passado incitou dezenas de milhares de pessoas contra jornalistas de CartaCapital, usou as imagens da violência para convocar para as manifestações deste domingo.



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